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Você sabe o que é Design Thinking? Descubra como aplicá-lo em sua empresa

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A inovação precisa fazer parte da rotina de qualquer empresa que queira se destacar no mercado. E uma das melhores formas de engajar as pessoas de sua equipe e inspirá-las, para que criem novas soluções, é através da aplicação do Design Thinking.

O design thinking – em tradução literal, “pensamento do design” – é uma forma de abordagem do design, adaptando-o para a aplicação na melhorias de processos corporativos.

Neste artigo, iremos explicar o que é Design Thinking. Saiba onde e quando surgiu este conceito, quem são os principais especialistas no assunto e veja como esta forma de pensar pode ajudar no desenvolvimento de seu negócio digital.

Confira!

O que é Design Thinking 

Ao começar a compreender o conceito de Design Thinking, a primeira coisa que precisa ficar clara e bem definida é que não se trata de um método, como muitos de nós o conhecemos. Mas sim, de uma forma de pensar em conjunto, para que possam ser encontradas soluções de problemas.

O compromisso principal do Design Thinking é a inovação para a busca de soluções para desafios. Sejam eles internos ou dos clientes, de modo que, a partir destas soluções, novos produtos ou serviços sejam desenvolvidos.

Como o Design Thinking surgiu?

A origem do termo Design Thinking data de 1987, com a publicação do livro Design Thinking, escrito pelo professor de Arquitetura e Desenho da Faculdade de Harvard, Peter Rowe.

Mas esta forma de pensar também esta associada a Herbert Simon, laureado com Prêmio Nobel de Economia, em 1978.

A premiação de Simon veio a partir dos trabalhos dele quanto à tomada de decisão nos processos corporativos. Neste trabalho, Simon associou o design como um dos três estágios – Inteligência, Design e Escolha – para a tomada de decisão nas empresas.

Para ele, o design é fundamental para a “inovação, desenvolvimento e análise” nas decisões importantes que forem tomadas pelos negócios.

No entanto, a popularização definitiva do conceito se deve a dois nomes do Vale do Silício: David Kelley, professor da Universidade de Stanford e um dos fundadores da IDEO, uma das principais consultorias de design do mundo, e a Tim Brown, atual CEO da empresa fundada por Kelley.

Desde então, os estudos sobre Design Thinking ganharam importância e escala, em todo o mundo. Esse conceito passou a ser cada vez mais estudado e aplicado pelas empresas.

Para que serve o Design Thinking

Para que uma empresa possa funcionar de forma adequada e crescer, ela precisa estar preparada para qualquer tipo de problema. Além disso, ela deve inovar em cima destes desafios, oferecendo novas soluções ao mercado.

Neste sentido, é importante a adoção do design thinking pelas marcas. Ele é muito utilizado para a inovação, criação de novos produtos ou serviços, busca pela solução de problemas, elaboração de novas ferramentas etc.

O design thinking ainda ajuda na criação de empatia e colaboração entre os membros da equipe no processo de inovação.

Fazendo, assim, com que o processo de inovação seja mais natural e a busca de soluções verdadeiramente criativas venha a partir de uma cultura de inovação. O que seria prejudicado caso o processo fosse conduzido apenas pela pressão por resultados rápidos.

Etapas do Design Thinking

Agora que você conhece a importância e as possibilidades que o design thinking oferece para os processos de inovação, certamente resolveu aplicá-lo em seu negócio.

Mesmo para negócios digitais, o design thinking auxilia no desenvolvimento dos processos da empresa. Desde de melhorias nos processos internos, até a compreensão e inovação dos produtos e serviços que chegam aos consumidores.

A seguir, vamos listar as cinco etapas do processo de design thinking, para que você possa compreender como ele se desenvolve e passe a aplicá-lo, hoje mesmo, em sua empresa.

1. Empatia ou imersão

A primeira etapa do processo de desing thinking é a empatia. Nesta etapa, é a hora de conhecer e compreender as necessidades e dores do clientes e entendê-las como um ponto no qual uma nova solução é necessária.

Quando se tratar de uma inovação para o mercado, é preciso compreender o cliente. É importante se colocar no lugar dele, criando assim empatia com o problema que ele enfrenta.

Desta forma, a solução que irá ser construída e proposta será efetivamente voltada a resolver os desafios do consumidor.

Para desenvolver esta empatia com o cliente e o problema que ele enfrenta, algumas suposições básicas devem ser abandonadas:

  • Não assuma, desde o início, que você já sabe tudo sobre o seu cliente. Durante o processo de design thinking, esteja aberto a descobrir novas coisas sobre o seu cliente. Novidades que, inclusive, podem desafiar a compreensão atual que a sua empresa tem do mercado, mas que irão promover melhorias consideráveis no produto.
  • O que, como e por quê… Estas são três perguntas que você deve fazer, no processo de design thinking. E mesmo questões básicas, aparentemente resolvidas, devem ser feitas. Afinal, o processo criativo precisa estar aberto à quebra de paradigmas.
  • Escute para entender. A premissa básica do processo de design thinking é a de procurar soluções. E para que isso ocorra com eficiência, é preciso escutar o cliente. Por isso, evite respostas prontas ao que for descoberto na observação dos clientes.

2. Definição ou análise

A etapa seguinte é a da definição. Aqui, o objetivo é interpretar as descobertas realizada na etapa de empatia e imersão, direcionando esta interpretação para que uma solução do problema possa ser construída.

Nesta etapa, o problema é sistematizado, de modo claro e compreensível, permitindo que soluções reais possam ser pensadas. Para isso, aqui vão algumas dicas:

  • Compreenda tudo o que permeia o seu cliente. Procure compreender quem realmente é o seu cliente, o que ele busca, quais as soluções ele já utiliza e porque ele estaria disposto a adotar a inovação da empresa. Para isso, não se esqueça de definir as suas personas.
  • Depois de compreender os detalhes de seu cliente, discuta as possibilidades de soluções para as dores deles. Aqui, vale muito a pena a realização de um brainstorming, processo no qual as ideias são debatidas, gerando soluções criativas.

3. Ideação

Você já conhece o seu cliente, o que ele busca e já tem uma possível solução criativa que irá agradá-lo. O processo agora parte para a ideação.

Nesta etapa, a solução definida no processo anterior começa a ser trabalhada para se tornar um produto ou serviço que chegará ao cliente.

Novamente, o brainstorming é uma excelente dinâmica a ser trabalhada. Mas de um modo mais direcionado, com a finalidade de criar algo em cima do problema e da solução do problema.

Por isso, é a hora de instigar a criatividade de sua equipe, podendo-se valer de aspectos visuais e interações físicas, que estimulem as pessoas a desenvolverem a sua máxima capacidade criativa.

4. Prototipação

Com a ideação finalizada, um produto ou serviço que irá ter a solução para a dor do cliente já terá ganhando cara. Agora, é a hora de ganhar corpo. O que ocorre na etapa de prototipação.

Esse é o momento de colocar a mão na massa, criando algo prático, em cima da solução proposta.O protótipo, no entanto, não é algo perfeito e finalizado. Pelo contrário, é uma versão inicial de um produto ou serviço, que apresenta o conceito e a visão da equipe que o idealizou.

Ele demonstrará o potencial desta inovação e o processo. A partir disso, o protótipo será trabalhado e aprimorado até chegar a uma solução final para o cliente.

5. Implementação ou validação

Com o protótipo em mãos, é hora de ver se tudo o que foi trabalhado é, de fato, útil aos clientes. O protótipo não carrega somente a solução em si. Mas todas as suposições, interações e descobertas realizadas durante o processo de design thinking.

Mas, por mais participativo, detalhista e cuidadoso que o processo seja, o mercado sempre poderá surpreender. Por qualquer motivo, uma solução construída para a dor do cliente poderá não agradá-lo.

Por isso, é preciso partir para a validação, apresentando o protótipo desenvolvido a alguns clientes iniciais. Com isso, é possível colher feedbacks a partir das interações primárias deles, com a inovação desenvolvida por sua empresa.

Esta etapa será fundamental para fazer os ajustes necessários antes do produto ser colocado à venda no mercado.

Empresas que utilizam o design thinking

O design thinking é um conceito que definitivamente já está consolidado nas empresas. No entanto, não existe apenas um tipo específico de empresa que utiliza o design thinking em seu processo corporativo.

Para se oferecer um serviço ou produto que atenda ao cliente, toda empresa precisa antes conhecê-lo. Por isso, empresas de diversos ramos e tamanhos utilizam o design thinking para se manterem atualizadas no mercado, fidelizando os seus clientes.

Veja dois exemplos de aplicação do design thinking:

  • A Netflix, em sua pesquisa por conteúdo, procura compreender os padrões de consumo antes de lançar algum novo filme ou série. Com isso, a empresa garante que o seu catálogo esteja sempre ajustado àquilo que o cliente procura. Desta forma, o famoso algoritmo da Netflix é fruto direto de um processo de design thinking.
  • Outro exemplo de aplicação de design thinking pode ser encontrado nas lojas da Natura. A empresa, percebendo a mudança de faixa etária do seu público, que se tornava mais jovem, promoveu um processo de design thinking para reajustar a percepção de marca, a partir de novos produtos e do tipo de experiência desejada, nas lojas físicas da Natura.

Onde aprender mais?

O processo de design thinking é naturalmente inovador, o que demanda constante atualização de conhecimento. Por isso, aqui vão algumas dicas de livros e cursos para que você possa aprender mais sobre o conceito.

Livros de design thinking

Cursos de design thinking

  • Design na Empresa – Sebrae: Curso online e gratuito oferecido pelo Sebrae que tem como objetivo mostrar de forma clara a rentabilidade que o empresário pode conquistar, a partir da gestão do negócio tendo como referencia o Design e seus desdobramentos como norteadores das tomadas de decisão criativas e inovadoras.
  • Hello Design Thinking – IDEO: Curso online pago (US$ 199) da IDEO, a pioneira global na consultoria de processo de design thinking. Neste curso, por meio de estudos de caso com especialistas da IDEO, você terá um conhecimento de como o design thinking funciona e como aplicá-lo em seu trabalho.
  • A Virtual Crash Course in Design Thinking – Stanford Univesity: Curso online gratuito, oferecido pela Universidade de Stanford (EUA), no qual você aprenderá os princípios básicos do design thinking, para começar a adaptá-los em suas rotinas de trabalho.
  • Curso de Inovação & Design Thinking – ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing / SP): Curso presencial pago (R$ 2590) oferecido pela ESPM, que visa capacitar os alunos a usarem a teoria e as ferramentas do design thinking diariamente em suas áreas de atuação.